segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A CRISE DO TRÁFICO NEGREIRO



À sua maneira, o Império se esforçou para pôr fim à escravidão - Já que a Inglaterra não demonstrava mais interesse nesse comércio e cobrava das autoridades brasileiras o fim do tráfico - Proibido o tráfico internacional de escravos, pela lei Eusébio de Queirós, de 1850(uma já havia sido assinada em 1831, sem resultados), o proximo passo foi onerar o máximo possível o custo do escravo. O governo imperial passou a cobrar pesados impostos por cabeça existente. Com isso a monarquia pretendia dificultar o trabalho escravo, mas evitando entrar em atrito com os donos de escravos. Afinal, eles eram a base social de sustentação do Império.

A pressão sobre o tráfico externo era enorme, pois desde 1850 ele era ilegal. Mas, pequenas embarcações eram usadas pelos traficantes para fugirem a repressão tanto britânica quanto brasileira - Essa era uma marca presente na história do Brasil desde o período colônial, o contrabando - Os funcionáios aduaneiros do Brasil foram proibidos de liberar navios com menos de 400 toneladas, desfechando-se um golpe mortal nos navios tumbeiros. Mesmo assim, havia contrabando de escravos. No litoral das províncias de São Paulo e Rio de Janeiro, comandantes de navios orientados por sinais luminosos de pessoas na praia, conseguiam desembarcar a mercadoria humana.

Uma das consequencias da lei Eusébio de Queirós foi a alta vertiginosa do preço do escravo. O valor dos escravos caíra de 46 mil-réis em 1838 para 10 mil em 1841, com a proibição, ele subiu para 200 mil-réis, e até mesmo 800 mil.

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